Casa Experimental

O ensino de engenharia está mudando.

Tradicionalmente a formação de engenheiros se caracteriza por uma sólida formação em ciências básicas, como física e matemática, acrescida da formação em disciplinas profissionalizantes e específicas para cada modalidade, complementada por outras disciplinas de caráter geral, através de um modelo de ensino conhecido, onde os acadêmicos absorvem os ensinamentos dos mestres e submetem-se a avaliações periódicas[1].

Dentro desta proposta, alguns problemas podem ser levantados:

  • Distanciamento entre as disciplinas das ciências básicas e as profissionalizantes;
  • Avaliação centrada na quantificação de conteúdos absorvidos;
  • Pouco estímulo ao desenvolvimento de habilidades necessárias ao exercício profissional de engenharia.

Conforme artigo terceiro da Resolução CNE/CES 11, de 11 de março de 2002, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Engenharia, a serem observadas na organização curricular das Instituições do Sistema de Educação Superior do País:

Art. 3º O Curso de Graduação em Engenharia tem como perfil do formando egresso/profissional o engenheiro, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, capacitado a absorver e desenvolver novas tecnologias, estimulando a sua atuação crítica e criativa na identificação e resolução de problemas, considerando seus aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética e humanística, em atendimento às demandas da sociedade.

Para tanto, os alunos dos cursos de engenharia precisam entrar em contato com pesquisas e oficinas práticas, que além de integrar o ensino básico e profissional, podem auxiliar na redução da evasão nos primeiros anos e estimular a criatividade destes futuros profissionais.

O Projeto Casa experimental tem como proposta a construção de uma casa para estudos de sustentabilidade que englobam as áreas de engenharia civil, mecânica, elétrica, produção e Arquitetura e Urbanismo.

Dentre os temas a serem abordados neste projeto, estão:

  • Reuso de água
  • Sustentabilidade na
  • Materiais
  • Tijolo Ecológico
  • Aquecimento de água caseiro
  • Conforto térmico
  • Isolamento térmico e acústico
  • Automação residencial

Para mais informações sobre nossas reuniões, acesse o link.

[1] MAINES, Alexandre. Artigo: ENSINO DE ENGENHARIA – TENDENCIA DE MUDANÇAS. Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI. COBENGE 2001. Disponível em: http://www.pp.ufu.br/Cobenge2001/trabalhos/FCU011.pdf. Acesso em: 20/06/2016.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRÜSECKE, F. J. DESESTRUTURAÇÃO E DESENVOLVIMENTO. In: Ferreira, L. da C. e Viola, E. Incertezas de sustentabilidade na globalização. Campinas: Unicamp. Pp:103-32. 1996.

CORRÊA, Lásaro Roberto. SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL. Monografia apresentada ao Curso de Especialização em Construção Civil da Escola de Engenharia UFMG. 2009.

MAINES, Alexandre. Artigo: ENSINO DE ENGENHARIA – TENDENCIA DE MUDANÇAS. Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI. COBENGE 2001. Disponível em: http://www.pp.ufu.br/Cobenge2001/trabalhos/FCU011.pdf. Acesso em: 20/06/2016.

RESOLUÇÃO CNE/CES 11, DE 11 DE MARÇO DE 2002. CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia.