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Somos todos poeira cósmica

Dia 11 de maio serão completados vinte anos do discurso épico de Carl Sagan, motivado por uma foto da Voyager que mostra a Terra como um pequeno ponto de luz no Universo.

O discurso trata da nossa insignificância. Somos todos poeira cósmica.

Vale a pena a reflexão em tempos de tanta violência contra o outro, contra o pensamento diferente.

Segue a tradução do discurso, e ao final, o link do video.

“Olhem de novo para esse ponto. Isso é a nossa casa, isso somos nós. Nele, todos a quem ama, todos a quem conhece, qualquer um dos que escutamos falar, cada ser humano que existiu, viveu a sua vida aqui. O agregado da nossa alegria e nosso sofrimento, milhares de religiões autênticas, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e colhedor, cada herói e covarde, cada criador e destruidor de civilização, cada rei e camponês, cada casal de namorados, cada mãe e pai, criança cheia de esperança, inventor e explorador, cada mestre de ética, cada político corrupto, cada superestrela, cada líder supremo, cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu aí, num grão de pó suspenso num raio de sol.

A Terra é um cenário muito pequeno numa vasta arena cósmica. Pensai nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, na sua glória e triunfo, vieram eles ser amos momentâneos duma fração desse ponto. Pensai nas crueldades sem fim infligidas pelos moradores dum canto deste pixel aos quase indistinguíveis moradores de algum outro canto, quão frequentes as suas incompreensões, quão ávidos de se matar uns aos outros, quão veementes os seus ódios.

As nossas exageradas atitudes, a nossa suposta auto-importância, a ilusão de termos qualquer posição de privilégio no Universo, são raptadas por este pontinho de luz tênue. O nosso planeta é um grão solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda esta vastidão, não há indícios de que vá chegar ajuda de algures para nos salvar de nós próprios.

A Terra é o único mundo conhecido, até hoje, que alberga a vida. Não há mais algum, pelo menos no próximo futuro, onde a nossa espécie puder emigrar. Visitar, pôde. Assentar-se, ainda não. Gostarmos ou não, por enquanto, a Terra é onde temos de ficar.

Tem-se falado da astronomia como uma experiência criadora de firmeza e humildade. Não há, talvez, melhor demonstração das tolas e vãs soberbas humanas do que esta distante imagem do nosso miúdo mundo. Para mim, acentua a nossa responsabilidade para nos portar mais amavelmente uns para com os outros, e para protegermos e acarinharmos o ponto azul pálido, o único lar que tenhamos conhecido.”

Leia mais: http://www.ndig.com.br/item/2014/06/um-ponto-plido-azul—nova-verso-atualizada#ixzz44D3bbGdf

sobre Robin Williams, gênios e a derivada

por Adriana Tozzi Pontoni

 

A homenagem para o ator Robin Williams do blog vai em forma de vídeo. Você provavelmente já tenha visto este vídeo na sua timeline hoje.

É do filme Gênio Indomável. Famosa cena com Robin Williams. Ele interpreta o psicólogo que quer ajudar o personagem do Matt Damon (Que é um gênio. Mas indomável (rs)).  Ou Robin Williams era um professor? Teria que dar um google nesta informação porque o filme já é antigo e eu não me lembro. Mas o interessante nesta cena, famosa também pelo banco, e que você pode assistir depois (link ao final), é que ela mostra um momento importante da relação destes dois personagens, que é onde o gênio entende o filosófico “só sei que nada sei”. Cena fantástica.

Entender que há muito a se aprender é um demonstração de que sim, você é inteligente.

Diariamente encontro em alguns alunos uma certa resistência com o aprendizado em sala porque existe a preocupação em demonstrar que se sabe tudo. Porque assistiu uma aula no youtube. Virou especialista em derivada porque entendeu que derivada de x² é 2x.

A busca de muitos pelo diploma de engenheiro é maior do que a busca pelo conhecimento. Significa pagar cinco, seis, sete anos fazendo engenharia e não aproveitar um centavo realmente prestando atenção ou se dedicando ao curso porque passar de ano é mais importante.

Significa abrir mão de entender que a derivada é a ferramenta matemática que permite estudar o movimento. De forma instantânea. A derivada permite que o tempo pare por um instante. Permite enganar a variável independente. E usar a noção absurda de infinito ao seu favor. Neste momento você engana o tal do Chronos.

Significa resumir tudo isso em 2x.

Quem estuda entende como pode ser divertido resolver problemas, sejam eles de natureza teórica ou prática. E passa a se preocupar com o problema do lixo, da água, do clima, do ar. Ainda há tanto a ser descoberto.

Passar de ano é bom. Principalmente quando se paga.

Mas o verdadeiro conhecimento só chega para o indivíduo que se permite assumir que não sabe de nada, que precisa de ajuda, e que aprende a trabalhar com o seu tempo, e como administrar o seu Cronograma de estudo.

 

O ensino superior não é uma corrida. Lembre disso.

Segue o vídeo. #RIPRobinWilliams

Calculadora: Como não errar na trigonometria

Erros em prova relacionados a utilização da calculadora científica para obtenção valores de seno e cosseno são comuns.

Em aulas que abordam trigonometria, alunos questionam porque em sua calculadora o valor obtido para seno de 90º é igual a 0,9876, e não 1.

O video Modo DEG/RAD/GRAD explica passo a passo como trabalhar no modo “grau”, “radiano” e “grado” e não fazer feio em sala de aula. Vale muito a pena assistir.